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Circuito independente une instalações e demos de hardware

Galpões em Belo Horizonte e salas de centro cultural em Porto Alegre recebem, no mesmo fim de semana, instalações de arte sonora e bancadas com protótipos de IoT agrícola. O público mistura estudantes, curadores independentes e investidores regionais.

O formato nasce da falta de espaço único que sirva às duas tribos. Festivais tradicionais de tecnologia ignoram estética; bienais de arte raramente abrem para demo day. Coletivos jovens preencheram o vácuo.

Programação híbrida

Em BH, uma noite começa com performance audiovisual e termina com mesa sobre sensores de solo. Em POA, vídeo mappers colaboram com time que desenvolve monitoramento de estufas.

Organizadores relatam desafio logístico: público de arte espera silêncio; demo de hardware pede tomada e Wi-Fi estável. Solução foi zonas separadas no mesmo endereço, com passagem livre.

Para quem vale a pena

Fundadores ganham contato com público fora do LinkedIn. Artistas acessam tecnologia como material. Ninguém promete deal — mas surgem residências e parcerias de pesquisa.

Beatriz Nogueira cobre festivais e economia criativa.